Ave Regina Caelorum



Tradução de um texto de Gregory Dipippo:

No Breviário de São Pio V, as quatro antífonas marianas no final das Completas são indicadas para épocas específicas do ano; Alma Redeptoris Mater para o Advento e Natal, Ave Regina caelorum da tarde do dia 2 de fevereiro até a Quarta-Feira Santa, Regina caeli no Tempo Pascal e a Salve Regina do Domingo da Santíssima Trindade até o final do ano litúrgico. Antes da reforma tridentina, contudo, havia muito mais variação nesse uso. No Breviário Romano impresso para os fransciscanos em 1529, a Regina Caeli é assinalada para o Tempo Pascal, mas não existem rubricas sobe quando cantar as outras, existindo, inclusive, uma quinta: Quam pulchra; o mesmo arranjo é encontrado na Liturgia das Horas pós-conciliar, com a Sub tuum praesidium adicionada ao tradicional quarteto.

Também existem variações no texto do Ave Regina Caelorum, que tinha originalmente um ritmo menos regular; aversão atual, com mais regularidade, data da revisão do Breviário promulgada pelo Papa Clemente VIII (1592-1605) em 1602. Antes disso, a versão romana era a seguinte:

Ave, Regina caelorum,
Ave, Domina Angelorum,
Salve, radix et porta (or ‘Salve, radix sancta’)
Ex qua mundo lux est orta.
Gaude, gloriosa,
Super omnes speciosa;
Vale, valde decora
Et pro nobis semper Christum exora.

De um Breviário Romano impresso em Veneza em 1582

Com uma ou outra variação ocasional, essa é a versão conhecida pelos compositores que trabalharam antes da data referida, como Josquin des Prez (1450-1521):


e Tomás Luis de Victoria (1548-1611):


Aqui temos o novo texto, em um cenário polifônico com instrumentos de Juan Gutiérrez de Padilla, compositor espanhol nascido por volta de 1590, que serviu como mestre da capela na catedral de Puebla, México, de 1628 até sua morte em 1664:


OBS: 

1. No Breviário Ambrosiano (1830) também existem cinco antífonas prescritas para diferentes épocas do ano (a quinta é Inviolata). Ave Regina Caelorum é cantada ou rezada da Natividade da Santíssima Virgem Maria até antes da Natividade do Senhor. O texto é como o romano antes da reforma clementina, mas o versículo e resposta são diferentes do antigo uso romano: 

Antiphona a Nativitate B. M. V. usque ad Nativitatem Domini exclusive.

Ave, Regina coelorum :
Ave Domina Angelorum.
Salve, radix sancta :
Ex qua mundo lux est orta.
Gaude, gloriosa :
Super omnes speciosa.
Vale, valde decora :
Et pro nobis semper Christum exora.

V. Ora pro nobis, sancta Dei Genitrix :
R. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.

ORATIO

Porrrige nobis, Deus, dexteram tuam :
et, intercessione beatae Dei Genitricis Mariae,
auxilium nobis supernae virtutis impende.
Per eumdem Christum Dominum nostrum.

Amen.

2. Nas rubricas anteriores a Pio XII, as antífonas marianas são ditas em coro no final de cada Hora ou grupo de Horas, embora habitualmente sejam impressas só após as Completas.

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